O que torna um jogador de RPG experiente?
Estava eu, em meu recinto, pensando sobre RPG e os vários jogadores com quem já tive a sorte de jogar (e desprazer, já que alguns são bem chatos), enquanto muitos de vocês estavam curtindo por aí a passagem de ano (#foreverAlone?!), eis que me veio essa grande dúvida que é o título do post: O que torna um jogador de RPG experiente?
Vocês já pararam para pensar nisso alguma vez? Acredito que alguns já, assim como eu tive esse “insight“, mas não levaram muito para frente a discussão. Como não sou dono da verdade e gosto de saber o que os outros acham, resolvi trazer minhas ideias através desse post e, ao fim dele, quero saber o que vocês acham também.

Muitas pessoas gostam de sair anunciando há quantos anos jogam RPG, numa tentativa de impor respeito a outros que jogam a menos tempo. Eu mesmo fazia muito isso, mas, hoje, limito-me a dizer que jogo há um bom tempo. Contudo, qual será a real vantagem em dizer que se joga há tanto tempo? Fora querer dizer que tem mais experiência na área, não vejo outro porque. Para mim, essa tentativa de dizer que sabe mais que os outros, através de uma medida de tempo, é pura prepotência. Uma “necessidade” besta de querer ser superior aos outros.
Claro, dizer que joga há eras, quando se é questionado, não é prepotência. Simplesmente, é resposta há uma pergunta. Então, não tema em responder se for questionado, mas, também, não saia por aí se gabando disso, ok? Até porque, conheço inúmeros jogadores que jogam há tanto tempo quanto eu, alguns há muito mais tempo, e, sinceramente, não os considero bons jogadores. E, para “piorar a situação”, conheço gente que joga há bem menos tempo, coisa de alguns meses e deixam *no chinelo* esses, auto-entilados, experientes. (Onde fica o deus desses jogadores, nessas horas?)
Infelizmente, essa “necessidade” besta de querer ser superior, não fica só entre aqueles que saem vomitando seu tempo de RPG por aí. Tem outros tipos de jogadores que se utilizam de certas características suas para tentar “superar” os outros. Por exemplo: Temos alguns jogadores que gostam de dizer que sabem jogar qualquer tipo de RPG, por ter lido e “saber” as regras de todos eles. Onde e quando que isso torna um jogador experiente? Qualquer um que saiba onde procurar, que tenha tempo e certa capacidade de leitura, pode fazer isso. Ou estou enganado? Por que se gabar disso?

E o que falar daqueles que se acham experientes por jogar um sistema obscuro, que pouquíssimos conhecem a existência? Eu fico pasmo em saber que existe esses jogadores. Ao invés de espalhar o jogo aos sete cantos, para ter mais e mais jogadores com quem ele possa montar um grupo, prefere manter ali, sob sua asa, contando só para os “experientes” que ele acha que vale à pena.
Agora, pergunto a vocês: será que dividir os RPGistas entre experientes e inexperientes, usando esses ou outros meios semelhantes? Será que gerar oportunidades para excluir jogadores, por qualquer motivo que for, é justo e benéfico ao nosso hobby? Pois bem, vou dizer-lhes as características de um verdadeiro jogador experiente.
- O jogador experiente não liga para idade ou tempo de jogo de outros RPGistas;
- O jogador experiente ensinará aquilo que puder, a qualquer um ;
- O jogador experiente sabe se divertir com aquilo que todos sabem e podem jogar;
- O jogador experiente consegue se divertir com qualquer sistema, cenário em em qualquer lugar;
- O jogador experiente, enquanto mestre, saberá proporcionar horas divertidas para todos em sua mesa;
- O jogador experiente espalhará o RPG, sob todas suas formas, para qualquer lugar que for;
- O jogador experiente saberá ser humilde e não se gabará por qualquer “qualidade” ou capacidade extra que possua;
- O jogador experiente saberá que sempre será um jogador iniciante, tendo muito a aprender, mesmo que já saiba muito;
- …

Sei que isso é só início, mas acho que já define bem o que eu acho que seja um jogador experiente. Peço que vocês digam o que acham dessa definição. Se algo mais deveria constar ali, se algo deveria sair e tudo mais o que for preciso. Espero os comentários de vocês, hein? Grande abraço e, em tempo, que os melhores momentos de todos nós, em 2012, sejam feitos de acertos decisivos! Felicidades e excelência a todos! Até mais \\//_
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2 de janeiro de 2012 às 8:21 am
“O jogador experiente consegue se divertir com qualquer sistema, cenário em em qualquer lugar;”
Unh, tirando essa parte, eu concordo com o resto da lista. Com tempo de jogo é normal que a pessoa acabe aprendendo que tipo de sistema, cenário e ambientação agradam mais e conhecendo algumas variações desses elementos que a desagradam.
Eu consigo jogar e me divertir em sistemas pesados em regras, mas acima de uma certa complexidade eu sei que eles vão me desagradar.
Por exemplo, eu consigo jogar Pathfinder e me divertir nele, mesmo sendo um sistema pesado em regras (assim como as diversas variações do D&D mais novas). Mas quando o pessoal da mesa em que jogo convidou para um Pathfinder com classes gestalt (cada personagem avança em duas classes ao mesmo tempo), eu sabia que ia ser pesado demais para o meu gosto e não ia me divertir. Nesse caso, eu preferi até não participar da campanha pra não correr o risco de atrapalhar a diversão dos outros.
2 de janeiro de 2012 às 9:59 am
Minha contribuição/opinião!
O jogador experiente é aquele que reconhece que uma diversão em grupo sem “Generosidade e Companheirismo” não é possível!
Ótimo post e até+
2 de janeiro de 2012 às 11:52 am
Bom tópico a se pensar. Definir o que é ser experiente nestes casos é realmente algo vai de cabeça para cabeça já que não existe um valor exato.
Para mim o que torna um Narrador experiente é saber escolher os melhores sistemas para o jogo, não necessariamente para ELE, mas se for, ótimo. E com estas ferramentas proporcionar diversão igual para todos o máximo possível. Além de se preocupar com um enredo linear ou não sem furos e feito com vontade de entreter cada vez mais.
Já um jogador experiente é aquele, que sem sair de seu papel, ajuda o narrador a fazer isto, colaborando com a mesa e campanha dentro e fora de jogo.
2 de janeiro de 2012 às 1:28 pm
@césar/kimble — Claro que há gostos para tudo, mas, quando a pessoa se esforça um pouco, dá ou não dá para se divertir, mesmo sendo “fora da sua caixa”?
@DM Gas — Muito bem lembrado. Afinal, todos são companheiros ou prezam por isso, se não, não estariam ali, reunidos =)
@Renato Trimegisto — Quando à parte do enredo linear ou não, acho que vai de mestre para mestre, mas fazer com vontade de entreter cada vez mais, com certeza. E sobre o ponto de jogador-personagem, foi muito bem dito, também! Cada um em suas respectivas “posições” o/
Abraço a todos e até mais ^^
2 de janeiro de 2012 às 3:47 pm
Ah, mas isso aí é questão de cabeça. Não adianta a pessoa jogar a 20 anos e ser um babaca infantilóide, prepotente, sexista, que só consegue jogar com a mesma coisa.
Mas joga a 20 anos, e por isso, ele se acha no direito de diminuir os outros e impôr sua opinião sobre tudo.
É algo que ultrapassa a esfera do RPG. Tem gente que joga pra se divertir, e tem gente que infelizmente tá nessa pra compensar frustração da vida. Uma coisa é eu gostar de fazer personagem alta e peituda porque eu queria ser assim, outra coisa é alguém que tá nesse meio porque é o único lugar que consegue se impôr ou ser alguém. Infelizmente, não tem remédio. O post é válido, mas não adianta falar pro cara que ele é escroto, ele não vai mudar. Vai é chover gente nos comentários que fez a carapuça servir e ficou ofendido.
Conselho: Se você não é um escroto prepotente, simplesmente não se ofenda.
2 de janeiro de 2012 às 4:06 pm
Sou do tipo que joga ha alguns anos e to sempre ensinando tudo que posso pra todos a minha volta e tetando montar varios grupos pra difundir o RPG. e mesmo entre esses as vez aparece um ou outro que tenta se achar o maximo por saber um ou outra regra a mais que os outros, e uma coisa importante que muito RPGista “experiente” esquece é o fato de que não importa saber todas as regras se tu não sabe interpretar o seu personagem, sim a interpretação que é a essencia do jogo muitas veses esquecida no meio de regras e dados, tento sempre ensinar o caminho da interpretação. E sempre vale a maxima da vida tu nunca sabe tudo sobre tudo. sempre tem alguem que sabe mais e pode te ensinar, afinal:
“a arte imita a vida e a vida imita G.U.R.P.S”
Adorei o post parabens!
2 de janeiro de 2012 às 7:16 pm
Concordo com o que a metalgeisha disse. O jogador experiente é aquele que é maduro em suas atitudes e ações, sendo ele um matuzalém no RPG ou se ainda é uma pupa.
2 de janeiro de 2012 às 7:52 pm
Uma das piores coisas que jogadores ditos experientes fazem é n~]ao aceitar jogadores mais novos em suas mesas, achando que a idade representa a maturidade de alguém e essa ação deles mostra realmente que não podemos dizer se alguém é maduro pela idade, da mesma forma que não podemos dizer se é experiemnte ou não pelo tempo de jogo.
3 de janeiro de 2012 às 3:11 pm
Sim, eu também conheço uma pá de velhos manés que quando eu comecei (há uns 15 anos) já eram experientes, e mesmo assim são uns bocós cheios de vícios safados e prepotência besta.
Eu particularmente só digo que sou macaco velho quando quero justificar o fato da minha completa preguiça com regras pesadas =P.
3 de janeiro de 2012 às 4:36 pm
@Dan Ramos — Justificar preguiça #FTW \o/
4 de janeiro de 2012 às 10:49 pm
BTW, o próximo “experiente” que disser que não pode ter mulher na mesa ou que meninas RPGistas são inexistentes VAI LEVAR PORRADA DE MIM E DAZAMIGA, MANOLO ¬¬
4 de janeiro de 2012 às 10:50 pm
Putz Luiza, esses tipos de declarações são tao alienígenas pra mim…
4 de janeiro de 2012 às 10:58 pm
apareceu na época que eu escrevia pro garotas nerds, mas felizmente parecem ser uma minoria de jogadores jurássicos XD
5 de janeiro de 2012 às 7:36 am
Acho que acima de tudo o jogador experiente se conhece e conhece seus pontos fortes e fracos. É como o @cesar/kimble disse, ele sabe o que funciona para ele, não adianta o cara aceitar iniciantes e depois se impacientar com eles (já vi isso, e não foi bonito), não adianta jogar um sistema cheio de regras e ficar a sessão toda reclamando dos cálculos. Enfim:
nosce te ipsum (conhece-te a ti mesmo)
5 de janeiro de 2012 às 11:17 am
Eu uso sim tempo de jogo como referência. Sem remorsos. Não como comparação de cacetes, mas sim para saber o que aquela pessoa já presenciou no RPG nacional, compartilhar histórias. Por exemplo, se eu conheço um cara que joga há mais de 15 anos, posso conversar com ele a respeito das velhas edições da Dragão Brasil, ou do AD&D. Com um cara que joga a três ou quatro anos, não dá pra fazer o mesmo. É como dois velhos se encontrando: conversam sobre os “bons tempos”, e o mais jovens nem sempre querem ouvir essa conversa.
O importante é não tratar diferente quem não viveu as mesmas coisas. Eu adoro ouvir de jogadores jovens como eles aprenderam a jogar, como descobriram o jogo, as fontes, os livros que leram… E comparar com meu próprio aprendizado.
5 de janeiro de 2012 às 11:33 am
E bem, olha, pensando bem agora… Em TODO tipo de coisa o cara que já é macaco véio sempre vai se gabar de fraldinhas/lancheiras… Isso é intríseco do ser humano. Eu não destrato um novato na vera, mas com certeza a gente sempre dá aquela tiradinha de onda com os mais ingênuos =P
7 de janeiro de 2012 às 11:23 am
Eu nunca pensei sobre isso, mas na minha cabeça eu não sou tão experiente assim por não conhecer tantos sistemas quanto outras pessoas. Mas após ler a postagem começo a pensar diferente, ser experiente não é conhecer todos os sistemas existentes, vai bem mais além disso.
Acho que resumidamente isso aqui define bem o que é um rpgista experiente:
- O jogador experiente ensinará aquilo que puder, a qualquer um ;
- O jogador experiente sabe se divertir com aquilo que todos sabem e podem jogar;
- O jogador experiente consegue se divertir com qualquer sistema, cenário em em qualquer lugar;
- O jogador experiente, enquanto mestre, saberá proporcionar horas divertidas para todos em sua mesa;
- O jogador experiente espalhará o RPG, sob todas suas formas, para qualquer lugar que for;
8 de janeiro de 2012 às 1:57 am
“ñ se ensina truques novos a um cão velho”
isso vale pra jogadores “experientes” de rpg, afinal eles vão acabar adiquirindo certas manias e sempre vão acha q tão certos em algo, eu msm de vez em quando sou chato e cabeça dura hehe
ñ clasifico jogadores com base em experiencia e sim se são bons jogadores ou se são ruins, isso depois de algumas sessões
8 de janeiro de 2012 às 2:07 am
Cara, isso pode até não ser verdade pra todos os casos, mas na maioria é mesmo. O único conceito de alguns jogos novos que consegui assimilar legal é a narrativa compartilhada, mas porque eu já narro meio assim faz tempo. Mas aprendi a jogar com sistemas ditos “limitados” pelas pessoas hoje em dia e acho muito difícil me acostumar a charms, poderes diários e etecétera.
Por exemplo, onde muitos jogadores preferem ter poderes e dizem que os D&Ds antigos não davam opções para os personagens marciais além de atacar e causar dano, eu já vejo como um conjunto limitado de ações contra as edições antigas onde eu tinha liberdade de inventar qualquer manobra maluca que viesse à cabeça e o Mestre inventava na hora a resolução.
15 de janeiro de 2012 às 3:36 pm
Pior de tudo, e aquele jogador que já joga há 10/15 anos e até hj ñ aprendeu? Eu tenho um amigo que é assim, o cara sempre comprou e leu todos os livros dos mais diversos cenários e joga já há mais de 10 anos, mas joga muito mal.
Por ser um jogo de interpretação, o RPG favorece quem “assimila” a idéia e entra no personagem, por isso independe de tempo….
16 de janeiro de 2012 às 9:14 am
Só vou discordar de dois pontos:
O jogador experiente não liga para idade ou tempo de jogo de outros RPGistas;
O jogador experiente consegue se divertir com qualquer sistema, cenário em em qualquer lugar.
Não concordo não. Storyteller, sinceramente, eu me recuso a narrar pra menor e/ou imaturos, dada a parte mais pesada (BlackDog) do cenário.
E me chama pra jogar algum cenário do estilo robô gigante, pra ver se eu apareço. Ou com zumbis. Não gosto muito de robôs gigantes, e tenho pânico (é sério xD) de zumbis, então eu fujo mesmo u.u
Mas com o resto eu concordo plenamente.
Beijos!
16 de janeiro de 2012 às 9:21 am
@Eva — Assim, é possível, sim, usar o Storyteller(ing) para narrar para menores de idades, vide Street Fighter RPG! E, mesmo nos cenários próprios, é possível narrar uma campanha mais light, fazendo algo mais no estilo Supernatural na primeira temporada.
Quanto a jogadores imaturos, independe da idade. Alguns jogadores com 10~15 anos na bagagem, muitas vezes, são tão imaturos quanto alguns jogadores com 1~2 semanas, infelizmente ;/
Já sobre os zumbies, ai é mais pelo seu problema com eles xP Quanto a robôs gigantes, eu acho (mas só acho, não posso afirmar, né?) que tu curtiria uma narração desse estilo, comigo. Eu faria algo mais voltado para Evangelion, que não é pura e simples porrada xP
No mais, grande abraço e beijos ;)
16 de janeiro de 2012 às 10:11 am
Você precisa me ver assistindo Walking Dead, levo tanto susto que meus irmãos se assustam com os meus sustos xD
Robô gigante e (mesmo que seja) Street Fighter, creio que meu problema seja realmente no foco excessivo em combate. Não tenho o menor saco de ficar rolando dados, e mesmo quando vou jogar (por exemplo) D&D, troco ideia com o mestre e peço pra, por favor, não ficar me jogando em combate um atrás do outro e (nem precisa ser sempre, dar porrada às vezes é legal) me dar algumas chances, possibilidades em cena, de tentar outros modos de evitar o embate direto. Mesmo porque ter 1d4 de vida é bem chato xD
Quanto a jogadores menores/imaturos, depende mesmo da pessoa. Costumo ir trocando uma ideia antes. Já tive problemas com jogadores imaturos de quase 40 anos nas costas, e já tive a felicidade de encontrar jogadores super desenvolvidos mental e emocionalmente com 14, 15 anos. Idade não define tanto assim, é mais questão de entender a pessoa e a vibe dela no momento.
Beijos!
16 de janeiro de 2012 às 10:33 am
Mas eu também não acho que jogador experiente jogue qualquer coisa. Ele pode ser menos seletivo quando está do lado player da mesa, mas ainda guarda seus desgostos com gêneros.
Eu não animo muito de partidas de Supers (a não ser que tenha um mote diferente, como Wicked Heroes ou a campanha de Hellboy M&M do meu irmão) e não jogo Vampiro A Máscara nunca mais na vida.
Algumas recusas também são motivadas pelo fator tempo: como a pessoa geralmente trabalha e tem quase nada de tempo, tem que escolher com cuidado o que vai participar.
Como narrador, o jogador experiente é ainda mais seletivo. E assim vai.
22 de janeiro de 2012 às 2:34 am
Nussa, andei tão sumido nesses últimos dois meses que perdi muita discussão bacana.
Concordo com a maior parte do que você falou, Erick. Eu digo com orgulho (ORGULHO!) que jogo RPG desde 1994, e eu gosto de falar isso principalmente para pessoas que não jogam ou pararam de jogar para mostrar que o hobby é saudável e interessante para todos, quer você tenha 13 anos, quer tenha 30.
Nunca me gabei de meu tempo de jogo exatamente por achar que isso é babaquice. Li o seu texto me lembrando dos amigos do meu irmão mais velho que 15 anos atrás me enchiam o saco porque eles curtiam Metallica desde o primeiro disco, ou porque ouviam sepultura desde 1988, e por aí vai. Eu pensava “e eu com isso, não posso ser metaleiro só porquê sou mais novo que eles?” Acho que a tentativa deles era mostrar que eles tinham mais tempo de estrada, mas eu não conseguia ver isso com bons olhos.
RPG é na verdade um grande laboratório de interações sociais (voltarei a isso em algum post). Existem pessoas que usam esse laboratório para fazer experiências de tentativa e erro para aplicá-las na vida real; outros preferem usar apenas para repetir aquelas mesmas experiências várias e várias vezes para obter sempre o mesmo resultado. Estes não amadurecem no jogo porque não amadureceram na vida real. A menos que você seja muito amigo de um cara desses, fuja desse tipo de jogador.
9 de fevereiro de 2012 às 1:50 pm
O jogador experiente…
Não vejo a descrição dada como a de um jogador necessariamente experiente, mas de um jogador ideal para a popularização do RPG e um jogador flexível.
Vários gostos se refinam com a experiência. Café, vinho, aeromodelismo, tuning, literatura.
Não vejo porque esta vertente deva ser excluída da experiência.
Não que esteja questionando a validade do arquétipo apresentado, mas esta é somente uma classe. O jogador pode usar seu XP para comprar outras características e isso não anula a experiência.
Há-se se ver diferença entretanto entre gosto refinado e estagnação. Toda experiência adquirida implica mudança, afinal de contas.
9 de fevereiro de 2012 às 6:11 pm
@Cochise — Eu não considero experiência “tempo de jogo de RPG”. Muito embora seja possível adquirir experiência com tempo de jogo.
Por isso, para mim, tempo de jogo equivale a vivência. A pessoa pode jogar há 20 anos, mas, se ela insistir em pre(con)ceitos, em atitudes não aconselháveis para uma sessão de RPG e coisas do tipo, nem que ela queria, será experiente (para mim).
É como um cara que pratica um certo esporte há anos, mas nem de longe é capaz de fazer o que algumas pessoas são capazes, mesmo que essas tenha só 1/10 de tempo de prática. Há quem consiga experiência de algo muito mais rápido que outrem.
Sim, gosto refinado (preferir jogar sistema X a sistema Y), realmente é bem diferente de estagnação. Porém, o jogador experiente, na minha visão, se for preciso ou se ele quiser jogar em um sistema que ele não domina, ainda assim será capaz de sair-se bem (a não ser que os dados não deixem ;P)
No mais, era isso. Valeu pela leitura e comentário. Abraços o/
26 de fevereiro de 2012 às 12:52 am
Segundo o dicionário Aurélio , 7° edição- Experiência:Conhecimento que se obtém na prática .Prática da vida.Habilidade ou perícia resultante do exercício contínuo de uma profissão , arte ou oficio .
Então,ser experiente é ter experiência em algum assunto , um conhecimento resultante do exercício contínuo do jogo?Quando você diz que é um jogador experiente , você está apenas afirmando que tem conhecimento e prática do jogo , agora , se algumas pessoas usam isso para se gabar ou vomitar arrogância nos outros , aí é outra história , o termo em si não tem culpa disso.Proibir mulheres de jogar?Absurdo!Já tem tão poucas e ainda querem excluir?hehehehe….Devemos é incentivar que mais e mais pessoas joguem e não ficar escondidos nas sombras como se fossemos um culto de malucos …
Sucesso decisivo aos mestre e jogadores experientes quem tem bom senso!