Encontros estáticos, randômicos e dinâmicos
Por mais que tenhamos e estejamos numa “febre” RPGística, com sistemas mais voltados para a interação entre os jogadores e formas diferentes de condução das sessões, os encontros ainda continuam muito presentes nas inúmeras noites de jogos que tem mundo a fora.
Como já falei sobre como conduzir encontros, dos mais variados tipos, e até trouxe encontros “prontos” para vocês, nada mais justo que falar um pouco sobre os tipos mais comuns de encontros que podemos ter em uma mesa de RPG. Consegui reduzir às três categorias citadas no título do post (talvez sejam as únicas opções…?!), que são: Estáticos, randômicos e dinâmicos.

Estáticos
Seja você um mestre que planeja tudo ou que improvisa, você tem em mente aqueles encontros os personagens jogadores terão de passar. Não importa qual o caminho que eles tomem, uma hora chegarão àquele encontro e enfrentarão os desafios dele, não é? Esses são os encontros estáticos. Então, parabéns! Você sempre soube por em prática o tipo estático de encontros.
A vantagem, que também é desvantagem, desse tipo de encontro, é que tudo é imaginado de antemão: Inimigos, local, prêmios e resultados. Por já vir cozinhando a ideia há certo tempo, você ficará meio receoso em modificar algo que parece tão bem-feito. Se tudo sai como imaginado, ótimo. Porém, muitas vezes, esse impedimento em não querer modificar o desenrolar do encontro, de acordo com o que os jogadores agem, pode resultar em situações inesperadas e, possivelmente, drásticas (morte de alguma personagem ou, quem sabe, uma Total Party Kill, por exemplo).
Randômicos
Quem já jogou D&D, conhece bem aquelas listas de encontros aleatórios, em que jogamos alguns dados e temos um encontro pronto para os jogadores matarem sua sede de sangue. Infelizmente, pela aleatoriedade desses encontros, podemos acabar enfrentando um Yeti em pleno deserto, debaixo de um sol de 52˚. E, convenhamos, isso não é, nem um pouco verossímil, certo?
Você mesmo pode criar suas tabelas aleatórias, que combinem com o cenário em que está jogando, para evitar que esse tipo de coisa aconteça. Entretanto, criar tantas possibilidades como as das tabelas já existentes é muito trabalhoso, acaba que as opções que os dados geram, tornam-se bem limitadas. Só não digo que se torna um encontro estático, porque tem mais de 1 opção para a escolha da batalha.

Dinâmicos
Os encontros dinâmicos, na minha opinião, são uma espécie de híbrido perfeito entre encontros estáticos e randômicos. Apesar de alguma vezes pender mais para um ou para outro tipo, ao invés de manter-se num estado de equilíbrio, os encontros dinâmicos são os que mais podem fazer a fama de um mestre/narrador/condutor de RPG.
Mas como assim?, você pergunta. Bem, o encontro dinâmico é aquele em que o mestre adapta a si e o cenário para o que os jogadores tem feito. A interação dos jogadores com o cenário, a busca por pistas e descoberta de novas áreas, traz um leque de possibilidades que o mestre quase nunca é capaz de imaginar por completo.
É por isso que cabe ao mestre avaliar, enquanto conduz a sessão, quais os melhores momentos para adicionar encontros para desafiar os jogadores. Se estão nos esgotos da cidade, colocar ratos ou jacarés (ué, lendas urbanas rules); Se estão na floresta, colocar ursos, lobos ou monstros característicos da região; se estão no mar, lulas gigantes, tubarões, etc.
O mestre precisa ter um jogo de cintura para conseguir levar uma sessão totalmente dinâmica. Precisa ter uma mente rápida para agir de acordo. Os mestres que narram de improviso são mestres nisso.

Porém, o que vai acontecer mesmo, é uma mistura dos três tipos. Para os grande inimigos, é preferível que você prepare ou imagine bem como será a batalha, afinal, os personagens dos jogadores passaram por tantos desafios e, no fim das contas, ter um encontro mixuruca com o principal vilão, não é?
Você, também, passará por dias que não estará disposto a ficar analisando tudo o que os PJs fazem e como eles reagem, para poder colocar um encontro de acordo com o resultado dessa análise. Assim sendo, você aproveitará das tabelas de encontros aleatórios para jogar alguns encontros (não espere, porém, que essa sessão seja das melhores, huh?)
Agora, é a vez de vocês: Como costumam ser os encontros de vocês? Tendem a ser mais estáticos, randômicos ou dinâmicos?
9 de dezembro de 2011 às 9:21 am
dinâmicos, principalmente. sou da escola do improviso :3
9 de dezembro de 2011 às 9:28 am
Tirando o fato que dizer que uma tabela de encontros aleatórios de D&D tem chance de um Yeti aparecer num deserto é um exagero absurdo…
Quando eu mestro, normalmente os encontros são dinâmicos, mas com uma enorme qualidade estática, por assim dizer.
Eu sempre penso no quê eles vão enfrentar e (no máximo) uma idéia geral de quando. Mas sempre vejo o desenrolar da coisa pra aplicar os encontros.
Mas eu sempre preparo os encontros em si e penso nas maneiras que ele pode ser afetado se os personagens façam ou não façam isso ou aquilo.
Eu já não acho que sou um bom mestre(eu não gostaria muito de jogar comigo mestrando xD) e não lido bem com improviso. Eu PRECISO de um controle mínimo que seja pra ficar seguro que tô fazendo o meu melhor xD
A exemplo, estou mestrando uma mesa de TRPG Play-by-Forum, onde a aventura atual envolve o background de um PJ, eu só pensei na missão principal dos PJs, no “vilão” da aventura e no plot-twist(que envolve o background de outro PJ, do lado oposto ao primeiro).
Com toda essa liberdade, o tempo que tenho para preparar é limitado ao tempo que levo entre ler e analisar o que os PJs fizeram e suas possíveis repercussões.
Esse tempo só é suficiente pra que eu meça minhas palavras e faça tudo se encaixar. E o resultado, bem, estou amando o quebra-pau que tá rolando(sem NENHUM combate ou rolagem de dados), PJs dividos por quererem cursos de ação diferentes e ainda nem chegamos a parte que a cobra fuma! XD
Assim, fica claro que eu prefiro uma mesa previamente pensada xD Mesmo adorando mesas onde o mestre improvisa tudo, eu ainda acho melhor que ele prepare o mínimo, nem que seja só pensando no que pode acontecer ou nas implicações do que os PJs já fizeram.
9 de dezembro de 2011 às 12:31 pm
Improviso total. Eu bolo até os atributos e características na hora. Alguns personagens dão certo, outros nem tanto. Teve um em especial que ficou tão bom que acabou virando o vilão da crônica. A única coisa chata de se mestrar de improviso é que as vezes a cabeça tá em um branco só e a aventura demora um pouco para engrenar, mas basta uma cagadinha de alguém para o circo pegar fogo.
10 de dezembro de 2011 às 6:28 pm
Realmente, essa do Yeti o Erick chutou o pau da barraca!
Cara, eu lido muito bem com tabelas de encontros aleatórios. Tenho várias delas para Forgotten Realms, inclusive divididas pelas ESTAÇÕES DO ANO!
E conheçam o meu estilo: eu preparo TANTO, mas TANTO, que fica fácil de fugir do que eu preparei e improvisar :D!
Exemplo: nas minhas anotações, eu escalei um Rakshasa para ser o futuro vilão. Ele não iria entrar na campanha tão cedo. Estava tudo lá, objetivos, planos… Aí vem um dos jogadores e (sem saber de nada), coloca no histórico que tem como objetivo se transformar num Rakshasa! Coincidência que gerou altas tramas.
Sacou aí onde entra a preparação e o improviso? :D
29 de dezembro de 2011 às 10:02 pm
Cara eu acho que sou considerado dinâmico porque preparo os encontros, na maioria faço até ficha (menos os encontros com animais porque aí é só abrir o livro…rs) mas dificilmente a aventura corre do jeito que eu penso.
Lembro que quando comecei a mestrar fazia até o espelho da aventura, dizendo aonde cada música deveria começar ou terminar… mas dava tanta zebra que comecei a fazer diferente, hj em diante eu tenho uma ideia principal de como deve ser a aventura, até preparo algumas fichas, mas fico tanto de olho na reação dos jogadores que dificilmente acaba do jeito que planejei.
Exemplo: eu vejo pela empolgação dos jogadores que estão a fim de batalhas; ou então que estão querendo interpretar (isso mesmo eu mestro D&D e tenho jogadores fiéis a interpretação e aos backgrounds dos personagens… =]).
E assim eu sigo mestrando de improviso com fichas de encontros preparadas.