Desafio de escrita I: Alexander III, o PUA
Vocês devem lembrar de um post em que pedi que deixassem um desafio de escrita para mim, não é? Pois bem, esse é o primeiro. O conceito escolhido foi o do Naglaumir: um personagem promíscuo, mas que ao mesmo tempo seja educado e respeitoso com as mulheres.
Embora não tenha sido o mais difícil, achei que seria o personagem mais legal para escrever sobre. Primeiro, como fazer um personagem promíscuo e, ao mesmo tempo, educado e respeitoso? Embora soubesse o que promíscuo significa, recorri os dicionários, tentando achar algo que pudesse ampliar minhas possibilidades. Segundo o Wikcionário, promíscuo significa:
- misturado, indistinto, confuso.
- que tem vários parceiros sexuais

Para começar, o meu entendimento sobre o que era promíscuo era um pouco diferente e, de certa forma, errado. Porém, seguia a mesma ideia de vários parceiros sexuais. E isso já é a primeira coisa boa sobre a criação desse personagem: aprender o significado “real” de uma palavra.
Sabendo que promíscuo é ter vários parceiros (e/ou parceiras) sexuais, não necessariamente uma baixaria sem tamanho, ficou bem mais fácil imaginar algo para um personagem com esse conceito.
A primeira imagem que vem à minha mente é a de um PUA. Para quem não sabe, PUA — do inglês PickUp artist — é um homem entre seus 16 e 45 anos que usa de vários artifícios para conquistar mulheres. Não pense em artifícios do tipo “forçando a barra” ou coisa do tipo, pense como estudo e conhecimento sobre a psiqué feminina.
O PUA estuda as mais variadas mulheres, nas mais diversas situações e locais, buscando encontrar um padrão, para que ele possa antever se sua abordagem em uma mulher resultará em alguns amassos (quem sabe algo mais) ou se será rejeitado, podendo, assim, partir para outra.

Geralmente, esses homens não gostam de relacionamentos sérios. Não que não queiram algum relacionamento sério, simplesmente, preferem deixar o que o tempo traga boas companhias para bons momentos. Se, por acaso, em todos os bons momentos a boa companhia seja a uma mesma mulher, é quase certo que findará em relacionamento.
Pois bem, um ótimo exemplo de PUA é o personagem que o Will Smith protagonizou no cinema, Hitch, o conselheiro amoroso. É bem provável que você já tenha assistido esse filme. Se não tiver, assista e terá uma noção melhor do que um PUA é. Sendo assim, o personagem de hoje será uma espécie de PUA. Vejam o que criei:
Alexander III é o único filho de um casamento frustrado entre John Haskell e Jessica Brown. Desde que seu pai largou a família por uma dançarina de boate, quando tinha apenas 4 anos, ficou muito apegado à sua mãe, a mulher perfeita: Dona de casa trabalhadora, bonita, educada e preocupada com o filho.
Embora não fosse nerd, sempre tirou notas altas em todas as matérias e fazia parte do grupo de artes plásticas da escola. Mesmo sendo um pouco tímido e nem tão popular, Alexander sempre foi considerado um verdadeiro galanteador. Com seus 1,80m de altura, olhos verdes e físico relativamente magro/em forma, não tinha uma garota que ele tivesse interesse que resistisse aos seus papos.

Enquanto todos os outros garotos compravam jóias, bouquets e inúmeros outros presentes, bastava que ele conversar 10 ou 15 minutos com a garota que, como se diz por aí, “já estaria no papo”. Parecia ser tão natural, como se todas as garotas com quem falasse, ficassem atraídas por ele.
Ao chegar na universidade, estando com seus hormônios no máximo e à flor da pele, aproveitou de suas capacidades com as garotas, para fazer nome entre seus colegas. Cada noite que saia, era uma nova garota com quem transava. Os rapazes da faculdade, todos tinham inveja dele. Mesmo sendo um novato, conseguiu transar com mulheres que estavam quase se formando e, inclusive, manteve um caso com uma professora quando estava no seu segundo período no campus.
De pouco em pouco, a fama dele ia crescendo, ficando cada vez mais conhecido entre as mulheres, mas, mesmo sabendo que ele não queria nada sério com elas, acabavam entregando-se a ele. Para alguns de seus colegas, essa sua capacidade era demais. Já para alguns outros, a inveja só crescia e estava virando ódio, principalmente, por conseguir manter mais de um relacionamento ao mesmo tempo e, pasmem, as duas garotas sabendo disso!

Estando, agora, em seus sétimo período — a três de terminar a universidade — as coisas começaram a ficar um pouco estranhas. Alguns jogadores do time de futebol e alguns dos lutadores do time de Wrestling estão olhando de cara feia para ele, sempre de olho no que ele faz e, aparentemente, tentando ferrar com ele. Parece que as coisas vão ficar difíceis, daqui para frente…
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Bom, uma história/background de personagem simples, mas com inúmeros ganchos que podem (e devem) ser levados em conta pelo mestre/narrador da sessão, como o relacionamento com a mãe (protegido), sua capacidade em conquistar garotas (comprar alguns pontos em lábia ou coisa do tipo seria bem interessante, não é?), os rapazes (seriam rapazes mesmo?) que estão olhando torto para ele. Quem sabe, ele não seria abraçado por um vampiro; descobrisse que é um mago ou lobisomen ou qualquer outra coisa do tipo?
Então, o que acharam? Gostaram ou não? Deixem seus comentários sobre o processo de criação e sobre o personagem, bem como novos conceitos para que eu possa escrever, ok? (os outros da semana anterior não foram esquecidos, ainda podem ser escolhidos, também ^^). Grande abraço a todos e até mais o/
16 de fevereiro de 2012 às 9:13 am
Legal o post! Passa uma ideia bacana de como moldar a personalidade dos personagens para os jogadores!
Acho que outro belo exemplo de personagem “pegador” e de “bons modos” para com as mulheres é o épico Charlie Harper do seriado “Two And Half Man”.
Acho que o interessante desses personagens é que eles nunca precisam procurar problema, vez ou outra os problemas iram bater na porta deles, graças a alguma noite de farra! hahahahaha
Abraços!
16 de fevereiro de 2012 às 7:30 pm
Elwe Razengor — Exato! Charlie Harper é um ótimo exemplo, muito embora ele seja um tanto quanto mais desbocado e doido ahahah
E, sim. Personagens com esse carisma todo sempre se metem em confusão, mesmo não querendo xP
Obrigado pela visita e comentários. Grande abraço e até mais.
17 de fevereiro de 2012 às 9:09 pm
Nova idéia: macumbeiro que mora em uma república evangélica.
19 de fevereiro de 2012 às 1:35 am
Muito bom post Erick ! Realmente uma simples e boa historia de um personagem.
Antes de mais nada seria bom se todos os RPGistas se realmente preocupassem com a historia de seus personagens até pq a partir de uma boa historia se torna mais fácil o processo de interpretação.
Eu .gostaria q vc escrevesse sobre um filho bastardo q almeja destronar o rei e obter o seu trono.